No Livro
das Grandezas de Lisboa de Frei Nicolau de Oliveira (Séc. XVII) são
referidas pela primeira vez as sete colinas da cidade. Provavelmente, para quem chegava por
mar estas eram as colinas que se conseguiam contar. A da Graça, por exemplo,
escondida pela do Castelo, terá passado despercebida.
De qualquer maneira, sete era o número
conveniente para que pudesse ser feita a comparação com Roma de onde terá
surgido a lenda quando Lisboa ainda se chamava Olisipo e fazia parte do Império
Romano.
A zona de Santos não foi contemplada com
nenhuma destas colinas. A mais próxima, Santa Catarina, termina na Calçada do
Combro.
O topónimo, Santos, diz-se ter origem no enterro, junto à actual Igreja de Santos, de três mártires cristãos. Posteriormente, D. Afonso Henriques dedica-lhes uma ermida e, por essa altura, 1147, Santos começa a ser habitado.
A partir do século XV e XVI chegaram marinheiros, pescadores e construtores navais para trabalharem nos estaleiros entretanto instalados na praia de Santos e da Boa Vista. Também em Alcântara, Rocha e Pampulha se podia ir a banhos naquela altura.
Como a criança que sobe o muro e o Castelo que se constrói na colina mais alta (mais uma vez parece que a Graça foi esquecida) para estarem numa posição melhor, em cada uma destas colinas e miradouros sentimos o privilégio e a profundidade que as alturas transmitem
A partir do século XV e XVI chegaram marinheiros, pescadores e construtores navais para trabalharem nos estaleiros entretanto instalados na praia de Santos e da Boa Vista. Também em Alcântara, Rocha e Pampulha se podia ir a banhos naquela altura.
Como a criança que sobe o muro e o Castelo que se constrói na colina mais alta (mais uma vez parece que a Graça foi esquecida) para estarem numa posição melhor, em cada uma destas colinas e miradouros sentimos o privilégio e a profundidade que as alturas transmitem
A nossa casa fica num desses miradouros lisboetas. Com o Museu de Arte Antiga à nossa porta e o rio lá dentro, sempre à vista.
In Livro das Grandezas de Lisboa, Frei Nicolau de Oliveira’ s book (XVII century), are reported for the first time the seven hills of the city. For those arriving by sea these were the hills that they could see. Graça, for example, hidden by the Castelo, have passed unnoticed. Either way, the number seven was convenient for the comparison with Rome where the legend has appeared when Lisbon was still called Olisipo and was part of the Roman Empire.
The neighborhood of Santos was not awarded by any of these hills. The nearest, Santa Catarina, ends on Calçada do Combro. The toponym, Santos, is said to have been originated by the funeral, close to the present Santos Church, of three Christian martyrs. Later, D. Afonso Henriques devotes them a chapel, and by that time, 1147, Santos begins to be inhabited.
From the fifteenth and sixteenth century arrived sailors, fishermen and shipbuilders to work in the shipyards meanwhile installed on Santos beach and Boa Vista. Also in Alcântara, Rocha and Pampulha it was possible to swim at that time.
Like the child who climbs the wall and the castle which is built on the highest hill (again it seems that Graça was forgotten) to be in a better position, in each of these hills and viewpoints we feel the privilege and the depth transmitted by the heights. Our house sits in one of those Lisbon sights. The National Museum of Ancient Art is just at your doorstep. The river is inside, always in sight.
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