sexta-feira, 25 de outubro de 2013

FOI TUDO FEITO PELO MESMO HOMEM/ALL DONE BY THE SAME MAN


Pardal Monteiro foi o arquitecto de muitos dos edifícios mais monumentais  de Lisboa. São edifícios muito familiares a qualquer lisboeta e surpreendente é sabermos que foram todos feitos pelo mesmo homem e encomendados pelo Estado Novo numa fase em que queria parecer moderno. 
Para marcar o país com edifícios que assinalassem uma nova época (a cena do filme “Maria Papoila” com a pobre Maria nas escadarias do Instituto Superior Técnico, a primeira obra moderna com impacto em Lisboa, representa, precisamente,  esse mundo novo - minuto 23,50) foi escolhido um jovem arquitecto, o primeiro moderno em Lisboa. No entanto, a sua obra, embora ligada ao Estado Novo, dura, desliga-se dessa associação e desse tempo.
A Biblioteca Nacional será o seu último grande projecto, iniciado em 1954 e interrompido em 1956 quando sofre um acidente vascular cerebral. 
Em 1957 escreve: "Percalços vários atiraram comigo para uma depressão moral que me tirou o ânimo para tudo. Não posso porém estar nesta apatia que me embrutece."  Matou-se aos 60 anos. 


Pardal Monteiro was the architect of many of the most monumental buildings in Lisbon. Those  Buildings are very familiar to anyone who lives in Lisbon and it is surprising to know that were all made by the same man and commissioned by the Estado Novo in a phase in which wanted to appear modern.
To mark the country with buildings that symbolized a new era (the scene from the movie "Maria Papoila" with the poor Maria on the steps of the Instituto Superior Técnico, the first modern work with impact in Lisbon, is precisely this new world - 23 , 50``) was chosen a young architect, the first modern in Lisbon. However, his work, although linked to the Estado Novo, lasts, deviates from  that association and that time.
The National Library will be his last major project, started in 1954 and stopped in 1956 when he suffers a stroke.
In 1957 he writes: "various mishaps threw me for a moral depression that took my heart for everything. Though I can not be in this apathy that oppresses me." He killed himself  when he was 60 years old.



terça-feira, 15 de outubro de 2013

O CÓDIGO DE SÃO VICENTE


Os Painéis de São Vicente, uma das obras de referência do Museu de Arte Antiga, sempre alimentaram desafios interpretativos, intencionalmente provocados pelo seu autor (ele próprio misterioso).
Uma parte importante da historiografia aceita que este retrato colectivo se centre na Veneração a São Vicente, patrono de Lisboa,  no contexto das campanhas da Dinastia de Avis contra os Mouros, em Marrocos.
Mas a charada parece começar logo na identificação da duplicada figura central da obra já que faltam os elementos iconográficos, como a nau ou os corvos, que a poderiam identificar.
Numa época em que a identificação do estatuto das figuras era rigoroso e quase ostensivo faltam também brasões, coroas, emblemas ou outros objectos simbólicos que facilmente nos indicariam quem são as personagens do retrato.
Deixamos aqui apenas alguns dos enigmas dos Painéis. Numa época de tantos romances históricos talvez haja aqui pretexto para mais um Fórmula, Código ou Codex de…

São Vicente Panels, one of the reference works of Ancient Art Museum, always fed interpretative challenges, caused intentionally by the author (himself mysterious).
An important part of historiography accepts that this collective portrait focuses on the veneration of St. Vincent, the patron saint of Lisbon, in the context of the campaigns of the Avis dynasty against the Moors in Morocco.
But the riddle seems to start right in identifying the duplicated central figure of the work since there are missing the iconographic elements, such as the ship or the crows, that could identify the figure.
At a time when the identification of the status of the figures was strict and almost ostentatious is also missing arms, crowns, emblems or other symbolic objects that could easily indicate who are the characters in the picture.
We leave here only some of the parts of the puzzle.  At a time of so many historical novels there may be here a pretext for another "Formula", "Code" or "Codex of "


Num contexto de veneração religiosa, por que razão existem apenas dois crucifixos representados, estando um deles, aparentemente, partido e outro dissimulado no barrete de um frade (tentem descobri-lo…)?


In a context of religious veneration, why there are only two crucifixes represented, being one of them, apparently, broken and other hidden in a cap friar (try to find it ...)?





Por que razão as mangas do vestido vermelho são diferentes, não havendo nenhuma moda conhecida que o explique?

Why the red dress sleeves are different and there is no known fashion who explain it?








E o que dizer deste excêntrico barrete disfuncional, também sem igual na moda da época?

What about this eccentric dysfunctional cap, also unique in the fashion of the time?









Por que razão o livro central, que pode ser lido, é um livro imaginário (as páginas não são sequenciais)?

Why is the central book, that can be read, an imaginary book (the pages are not sequential)?



E qual a explicação para um livro escrito numa língua inventada?

And what is the explanation for a book written in an invented language?





Salazar?



Harpo Marx? Two?





E uma espada torcida?

And a twisted sword?



E, para terminar, por que razão um dos painéis tem uma iluminação diferente da de todos os outros (descubra qual..)?
And finally, why one of the panels has a different light from all others (find out which ..)?


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PORTO DE LISBOA

GARE DA ROCHA
VISTA DO JARDIM 9 DE ABRIL
Brevemente, começará a ser construído o novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa. Esta nova porta de entrada na cidade é um projecto de Carrilho da Graça.
Lisboa tornou-se um dos dez destinos preferidos dos passageiros de cruzeiros, o número de passageiros aumentou e os navios são cada vez maiores.
Os antigos Terminais ter-se-ão tornado estruturas pouco funcionais, justificando-se, assim, a sua desactivação para esse fim e a construção do novo Terminal.
As duas Gares Marítimas existentes (Alcântara e Rocha Conde de Óbidos) foram projectadas pelo arquitecto Pardal Monteiro e construídas na década de 40, quando Portugal era um “aliado não activo” na II Guerra Mundial. No projecto aparecem ligadas por uma galeria com 1km de comprimento que nunca chegou a ser construída por razões orçamentais mas que daria outra dimensão à obra: uma grande estação com dois postos de embarque e desembarque.
GARE DA ROCHA
Como já tinha feito na Gare de Alcântara, Almada Negreiros colaborou com Pardal Monteiro na criação, desta vez, de dois trípticos na Gare da Rocha.
O tema (a emigração) e o estilo escolhidos terão indisposto os espíritos mais conservadores, pondo em risco a sobrevivência da obra.
Para  José Augusto França, “Com os frescos da Rocha, e sobretudo com a composição dos «Emi­grantes», Almada realizou a obra-prima da pintura portuguesa da primeira metade do século.
Infelizmente, para conseguirmos ver a nossa obra é precisa uma autorização da Administração do Porto de Lisboa. 
Pode ser que, uma vez construído o novo Terminal, possamos visitar livremente as antigas gares e as obras de Almada Negreiros. 


Briefly, the new Lisbon Cruise Terminal will be built. This new gateway to the city is a project of Carrilho da Graça.
Lisbon became one of the top ten destinations of cruise passengers, the number of passengers increased and the ships are bigger.
The old terminals become less functional, justifying thus disabling it for this purpose and the construction of the new terminal .
The two existing Maritime Gares ( Alcântara e Rocha Conde de Óbidos) were designed by architect Pardal Monteiro and built in the 40s , when Portugal was a " non-active ally " in World War II . In the project they appear linked by a gallery with 1km length that was never built for budgetary reasons but which would give another dimension to the work: a big station with two points of embarkation and disembarkation.
As he had done in the Gare de Alcantara , Almada Negreiros collaborated with Pardal Monteiro in the creation, this time , of two triptychs in Gare da Rocha.
The theme ( emigration ) and the style chosen will indispose more conservative spirits , endangering the survival of the work.
For José Augusto França , " With the Rocha fresh, and especially with the composition of “Emigrants” ' Almada performed the masterpiece of Portuguese painting of the first half of the century” .
Unfortunately , to see our masterpiece is needed a permit  from the Administration of Lisbon Port.
It may be that , once built the new terminal , we can freely visit the old Terminals and the works of Almada.

PAINÉIS DE ALMADA NEGREIROS



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SANTOS DESIGN DISTRICT

O Santos Design District tem como objectivos recuperar, reabilitar e dinamizar os bairros de Santos e São Paulo no âmbito do design e da produção de conhecimento. Abrange escolas, museus, teatros, ateliers de arquitectura e design, empresas e restaurantes. Engloba também algumas das mais importantes marcas de design. Um dos projectos é a reabilitação do azulejo envolvendo no processo proprietários, designers e a Câmara Municipal.

The Santos Design district has the objectives of recover, reabilitate and creat new dynamics for the neighborhoods Santos e São Paulo in the context of design and production of knowledge.
Involves schools, theatres, museums, ateliers of architecture and design, business and restaurants. Also includes some of the major brands of design. One of the projects is the rehabilitation of tiles

LISBON WEEK

PRIVATE APARTMENT IN RUA DAS JANELAS VERDES (LISBON WEEK)
Artist: Michael Biberstein (Solothurn, Switzerland, 1948- Lisbon, Portugal, 2013) Painter, object artist
Work: In this private apartment designed by architect Carrilho da Graça,there will be a display of two large scale paintings by artist Michael Biberstein
The apartment in question is right next to our house

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CASA



As nossas memórias agarram-se às paredes das nossas casas e, como escreveu Ruy Belo, só as casas explicam que exista uma palavra como intimidade. As nossas memórias, a pele, essas casas, trazemo-las connosco quando saímos, mesmo depois de uma nova pintura. 
As nossas casas são coisa única. Provavelmente, é onde queremos estar e onde nos querem. 
Mudar de casa, nem que seja por alguns dias, deixa-nos viver de maneira diferente. As casas têm uma gramática própria, dizem-nos onde está o sol, onde devemos ler, qual é o canto para jantar ou para pensar e o que sentir. Obrigam-nos a um corpo a corpo com as coisas, a um esforço de compreensão que nos constrói mais uma casa, mais um espaço de intimidade.

Our memories cling to the walls of our houses and, as Ruy Belo wrote, "only the houses explain that there is a word like intimacy". Our memories, the skin, these homes, we bring them with us when we left, even after a new paint job.
Our houses are only one. Probably, is where we want to be and where we are wanted.
Move house, even for a few days, let us live differently. The houses have its own grammar, tell us where is the sun, where we read, which is the corner for dinner or to think and what to feel. Oblige us to a melee with things, to an effort of understanding that build us another house, one more space of intimacy.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

O ATERRO, A 24 DE JULHO E O "AMERICANO"


Em 1858 começam as demolições das habitações  para a construção de um aterro que, previa-se, avançaria 50 metros sobre o rio. 
O troço inicial deste aterro chama-se agora Rua 24 de Julho.
Em 1859 é aberta a Calçada Ribeiro Santos para ligar o aterro à Rua das Janelas Verdes.
A obra atrasa-se e em 1862 e a zona parece-se com um deserto cheio de carcaças de velhos barcos e carroças.

Calçada Ribeiro Santos
Avenida D. Carlos  
Em 1873 é inaugurada a primeira linha do "Americano" (meio de transporte colectivo, construído no Estados Unidos, que se movia sobre carris mas por tracção animal) que ligava Santa Apolónia ao fim da 24 de Julho, passando por Santos, e só em 1880 é que se termina o primeiro  quarteirão, em frente ao actual Largo Vitorino  Damásio (nome do engenheiro responsável pelo      aterro). Nessa altura, inaugura-se também a    Avenida  D. Carlos I.

Progressivamente, a zona industrializa-se e as profissões ligadas ao rio e ao mar vão desaparecendo. 


Rua das Janelas Verdes -
vista da nossa janela
Rua das Janelas Verdes
Largo Vitorino Damásio
In 1858 begin the demolition of the tents for the construction of a landfill that, it was expected, would advance 50 meters over the river.
The initial part of this landfill is now called Rua 24 de Julho.
In 1859 opened the Calçada Ribeiro Santos to connect the landfill to Rua das Janelas Verdes.
The work lingers, and in 1862 the area looks like a desert full of carcasses of old boats and wagons.

Avenida 24 Julho
Rocha Conde de Óbidos
In 1873 was inaugurated the first line of the "Americano" (public transport, built in the United States, moved on rails but with animal traction) that connected Santa Apolónia to the 24 de Julho, through Santos, and only in 1880 is completed the first block of houses, in front of the current Largo Vitorino Damásio (name of the engineer responsible for the landfill). 


Avenida 24 Julho -
vista do miradouro
Rocha Conde de Óbidos
At this time, also opens up the Avenida D. Carlos I.
Progressively, the area is industrialized and professions linked to the river and the sea gradually disappear

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

VISITA VIRTUAL - ROCHA CONDE DE ÓBIDOS (JARDIM 9 DE ABRIL)

Visita virtual ao miradouro da Rocha Conde de Óbidos proporcionada pelo
Le Chat
E concerto de Billy Corgan no mesmo Café.

Virtual tour to the viewpoint of Rocha Conde de Óbidos provided by Le Chat
And a Billy Corgan concert at the same Cafe

Our house is just a few meters away. See it in HouseTrip.com 



O TERRAMOTO, AS VARINAS E AS LAMAS DA BOAVISTA

CALÇADA MARQUÊS DE ABRANTES
Santos sobrevive ao terramoto de 1755 sem grandes estragos. Enterrados os mortos e socorridos os vivos, a cidade reergue-se. A Calçada Marquês de Abrantes é aberta nessa altura.
De Ovar, juntamente com muitas outras comunidades, chegam também as ovarinas (de onde deriva a designação de varina), vendedoras de peixe de canastra à cabeça.
A cidade degrada-se com a chegada de tanta gente. A praia de Santos é ocupada com barracões que avançam sobre o rio e o transformam num esgoto a céu aberto. As lamas da Boavista tornam-se sórdida celebridade. Um surto de cólera (1857) obriga a que se resolva o problema. 
VARINAS 
Santos survived the 1755 earthquake without major damage. Buried the dead and rescued the living, the city raises up to. The Rua Marquês de Abrantes is open at that time.
From Ovar, along with many other communities who then come to Lisbon, arrive the ovarinas (from which derives the name of varina), fish traders.
The city is degraded with the arrival of so many people. The Santos beach is busy with tents that invade the river and turn into a open sewer. Boavista sludge become a sordid celebrity. An outbreak of cholera (1857) forces a solution for problem.
ROCHA CONDE DE ÓBIDOS -
GRAVURA DE ALFREDO KEIL (1884)
ROCHA CONDE DE ÓBIDOS 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VISITA AO PALÁCIO DE SANTOS

O PAÇO REAL DE SANTOS, O MOCAMBO E O MUSEU DE ARTE ANTIGA


Embaixada de França
Em 1501 é o próprio D. Manuel I que ocupa um palácio em Santos transformando-o no Paço Real de Santos (actual Embaixada de França). Com este Paço e o da Ribeira a cidade vira-se definitivamente para o rio.
Para além do Rei e das ordens religiosas que aí já se tinham instalado em Conventos como o das Albertas, entretanto destruído deixando espaço para a ala do Museu de Arte Antiga construída em 1930, chegam as pessoas. 
Madragoa 
No bairro do Mocambo, hoje Madragoa, morava predominantemente uma população negra proveniente das terras de África então descobertas. A esta população foi-se juntando gente ligada ao mar que acabou por afastar os primeiros ocupantes. 
Mais perto das praias, os Senhores faziam companhia ao Rei em palácios como o dos Condes de Alvor  (hoje Museu de Arte Antiga). Santos começou a ser visto como um dos melhores subúrbios de Lisboa.


Museu de Arte Antiga

In 1501 is D.Manuel I who occupies a palace in Santos changing it in the Royal Palace of Saints (now the French Embassy). the city turns definitively to the river.

With the King and the religious orders already installed in Convents such as  the Albertas’s, meanwhile destroyed leaving room for the wing of the Ancient Art Museum built in 1930, people arrive.

In the neighborhood of the Mocambo, today Madragoa, lived a predominantly black population from the lands of Africa then discovered. To this population was joined other people connected to the sea that ultimately pulled back the former occupants.

Closer to the beaches, the Lords followed the King in palaces such as the Counts of Alvor (now Ancient Art Museum). Santos began to be seen as one of the best suburbs of Lisbon.

see our house in HouseTrip.com 

In Lisboa - A house with a river

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

COLINAS DE LISBOA/LISBON HILLS

No Livro das Grandezas de Lisboa de Frei Nicolau de Oliveira (Séc. XVII) são referidas pela primeira vez as sete colinas da cidade. Provavelmente, para quem chegava por mar estas eram as colinas que se conseguiam contar. A da Graça, por exemplo, escondida pela do Castelo, terá passado despercebida.
De qualquer maneira, sete era o número conveniente para que pudesse ser feita a comparação com Roma de onde terá surgido a lenda quando Lisboa ainda se chamava Olisipo e fazia parte do Império Romano.
A zona de Santos não foi contemplada com nenhuma destas colinas. A mais próxima, Santa Catarina, termina na Calçada do Combro. 
O topónimo, Santos, diz-se ter origem no enterro, junto à actual Igreja de Santos, de três mártires cristãos. Posteriormente, D. Afonso Henriques dedica-lhes uma ermida e, por essa altura, 1147, Santos começa a ser habitado.
A partir do século XV e XVI chegaram marinheiros, pescadores e construtores navais para trabalharem nos estaleiros entretanto instalados na praia de Santos e da Boa Vista. Também em Alcântara, Rocha e Pampulha se podia ir a banhos naquela altura.
Como a criança que sobe o muro e o Castelo que se constrói na colina mais alta (mais uma vez parece que a Graça foi esquecida) para estarem numa posição melhor, em cada uma destas colinas e miradouros sentimos o privilégio e a profundidade que as alturas transmitem
A nossa casa fica num desses miradouros lisboetas. Com o Museu de Arte Antiga à nossa porta e o rio lá dentro, sempre à vista.

In Livro das Grandezas de Lisboa, Frei Nicolau de Oliveira’ s book  (XVII century), are reported for the first time the seven hills of the city. For those arriving by sea these were the hills that they could see. Graça, for example, hidden by the Castelo, have passed unnoticed. Either way, the number seven was convenient for the comparison with Rome where the legend has appeared when Lisbon was still called Olisipo and was part of the Roman Empire.
The neighborhood of Santos was not awarded by any of these hills. The nearest, Santa Catarina, ends on Calçada do Combro. The toponym, Santos, is said to have been originated by the funeral, close to the present Santos Church, of three Christian martyrs. Later, D. Afonso Henriques devotes them a chapel, and by that time, 1147, Santos begins to be inhabited.
From the fifteenth and sixteenth century arrived sailors, fishermen and shipbuilders to work in the shipyards meanwhile installed on Santos beach and Boa Vista. Also in Alcântara, Rocha and Pampulha it was possible to swim at that time.
Like the child who climbs the wall and the castle which is built on the highest hill (again it seems that Graça was forgotten) to be in a better position, in each of these hills and viewpoints we feel the privilege and the depth transmitted by the heights. Our house sits in one of those Lisbon sights. The National Museum of Ancient Art is just at your doorstep. The river is inside, always in sight.


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